terça-feira, 24 de novembro de 2015

Aula 11/11/15

Na aula de 11 de novembro, como atividade final, minha equipe (Luciano, Josimar, Nildo e Aléssia), analisou uma imagem, segundo a abordagem sociossemótica de Kress e Van Leuvenner. Selecionamos a foto do catálogo d'O Boticário para o dia dos namorados. Fizemos discussões durante a semana, mas no dia eu não estive presente, pois estava num curso de audiodescrição no Hotel Ponta Verde.



Metafunção

Representacional
- Narrativa, transicional e bidirecional – os participantes encerram uma ação mútua de troca de carinhos.
Interativa
- Contato: oferta – os participantes se oferecem à interpretação do observador;
- Distância social: afastamento – em plano aberto (long shot), os participantes põem-se como algo a ser contemplado à distância;
- Perspectiva: ângulo oblíquo – alheamento, pois os participantes agem como se ignorassem a existência de observadores;
- Modalidade ou valor de verdade: não naturalista – os participantes posam para foto.
Composicional
- Valor de informação: em cima, a informação ideal – “viva linda com O Boticário” – embaixo, a informação real – “Tentações irresistíveis. Neste dia dos namorados, curta momentos a dois com presentes exclusivos de O Boticário.”
- Saliência: fontes – tamanhos, formas e cores; brilho; superposição de imagens para sugerir sete situações do dia-a-dia, em sintonia com o enunciado  “Descubra as sete novas fragrâncias de Egeo Tentações”, no meio da capa, lado direito.
- Estruturação: fraca, porque os elementos que compõem a capa não aparecem em espaços delimitados por linhas claras, exceto a sentença “Entregue-se”, cujo fundo na cor rosa a deixa em relevo.

 
Falando um pouco do curso que fiz sobre audiodescrição. Foi o Curso de Formação de áudio-descritores e consultores em áudio-descrição pela  Audio Description Associates LLC (USA) com o renomado Ph.D. em Áudio-descrição, Joel Snyder.  Ocorreu de 9 a 11 de novembro no Hotel Ponta Verde, em Maceió/AL.
 
O curso foi destinado aos profissionais e estudantes da tradução visual, áudio-descritores  e consultores em Áudio-descrição de todo o Brasil e contou com a tradução simultânea realizada pela tradutora e intérprete, áudio-descritora, Andréa Garbelotti.
 
O curso também tinha a responsabilidade de capacitação dos profissionais áudio-descritores e consultores em áudio-descrição e inseriu Alagoas no circuito dos Estados que dispõem de profissionais da tradução visual (da áudio-descrição), abrindo novas perspectivas de mercado de trabalho também para as pessoas com deficiência visual.
 
Foi muito bom!
 
 
 

Aula 28/10/15

Nesta aula, o professor trouxe vários exemplos para aprendermos a ler uma imagem. Mostrou como há estratégias e partes importantes que devemos observar quando estamos diante de uma imagem. Apresentou também algumas imagens que continham textos e nos observamos se texto e imagem estavam se completando ou repelindo. Durante a aula também fizemos alguns exercícios desenhando imagens e pedindo que os  colegas interpretassem. O resultado foi engraçado e interessante.
 
 

Aula 21/10/15

Nesta aula o meu grupo (João Vitor, Roseane e Cecília) fizemos a apresentação do questionário referente a revisão da disciplina. O colega João Vitor foi o representante do grupo para comentar as questões.
 
QUESTIONÁRIO:
1- Apontem as principais semelhanças e diferenças entre texto e hipertexto, dividindo-as em três aspectos: (1) sua constituição; (2) questões referentes à leitura; (3) questões referentes à sua produção para fins educacionais, tanto para o ensino quanto para a aprendizagem.
Segundo Rouet e Levonen, a usabilidade é a grande diferença entre texto e hipertexto.
Pensando nas questões referentes à sua produção para fins educacionais, podemos refletir, por exemplo, como os aspectos da textualidade funcionam no hipertexto e como funcionavam no texto. A topicidade que é virtude do texto impresso não é necessariamente um defeito no hipertexto (sua falta). A hipertextualidade é indicada no texto, já no hipertexto é “linkada”.
Texto e hipertexto: o “hiper” do hipertexto e outras questões:
 
Texto
Hipertexto
-unidimensional;
-as informações são obtidas em um único texto;
-as páginas são organizadas sequencialmente;
-a progressão é predefinida pelo autor;
-o leitor pode caminhar para onde quiser;
-suporte material (de certa forma, limitado);
-as expansões são secundárias.
-multidimensional;
-as informações são integradas em vários textos;
-as páginas são organizadas em rede;
-a progressão é controlada pelo usuário;
-o leitor depende da existência de links, suporte eletrônico (ilimitado);
-as expansões são centrais;
-só existe enquanto texto eletrônico.
 
2- Qual a relação entre internet, web e hipertexto?
Internet é a tecnologia que permite a criação de redes. Cada computador tem um endereço (protocolo TCP / IP) e se conecta a outros.
A web é um tipo de rede.
Texto virtual/digital e eletrônico não são sinônimos de hipertextos.
O leitor cria o hipertexto ao clicar nos links.
3- Quais as principais funções dos links? Dentre as funções chamadas retóricas, quais as que vocês percebem como as mais importantes ou as mais usuais?
Os links são elementos fundamentais dos hipertextos. Tem como função interconectar documentos, auxiliar o leitor a entender como o sistema hipertextual está estruturado.
A partir da função retórica, os links fazem mais do que conectar documentos de um hipertexto, exerce função retórica como: ilustrar, modificar,ampliar, restringir, aprofundar, explicar, induzir, comentar etc. A aparência é também uma função retórica dos links. Vários autores vão classificar os links de acordo com os tipos e  funções, mas atualmente temos uma grande diversidade que ainda não catalogada e aumenta a cada dia.
4- Sobre o chamados gêneros digitais, apresentem a(s) definição(ões) de gênero que perceberam ser mais produtivas para suas pesquisas/atividades com as linguagens no meio digital.  Com base nessa(s) teoria(s) façam um elenco de gêneros digitais, justificando cada um dos gêneros elencados mediante um enquadramento teórico.
Gêneros digitais são textos que têm como suporte a internet. Esses textos possuem características peculiares por permitirem não apenas a interação com textos escritos, mas também com o meio visual, auditivo e espacial. Marcuschi nomeia esses textos de gêneros emergentes, que possuem estreita ligação com gêneros textuais já existentes em outros ambientes, mas que são reconfigurados para o discurso eletrônico.
Gêneros digitais – fenômenos históricos relativamente estáveis atrelados às novas tecnologias da comunicação e pertencentes à esfera digital.
No meio digital a escrita desses gêneros tende a uma certa informalidade, menor monitoramento e cobrança, pela fluidez e pela rapidez do tempo (Marcuschi).
 

Aula 14/10/2015

 
 
Nesta aula, o professor falou um pouco sobre a Associação Brasileira de Estudos de Hipertexto e Tecnologia Educacional. O foco foi para nos incluirmos nesses contextos de discussões sobre o tema, produzirmos material e participar dos encontros, discussões e também do processo eleitoral.
 
 
 
 
Ainda nesta aula, as colegas Josi e Sandra apresentaram o artigo "Gêneros Digitais: as TIC como possibilidades para o ensino de Língua Portuguesa". Depois, foi a vez do colega Eliezer que apresentou o seu hipertexto, já que não havia ainda apresentado. Como professor de inglês, ele fez um material para dar uma aula (hipertexto educacional) e expôs suas dificuldades e que ainda faria algumas modificações para ficar mais funcional na hora da aula. Por fim, o colega Edson apresentou o artigo "Gêneros textuais digitais ensino/aprendizagem da web, literatura, o caso weblogs". A partir daí revisamos um pouco mais sobre o que chamamos de gêneros digitais.
 
 
 
 
 
 
 

Depois da greve...

No dia 07 de outubro, iniciamos os trabalhos pós greve com vários assuntos para discutir, mas inicialmente fizemos uma breve revisão de todo conteúdo que havíamos discutido desde o início do semestre.
 
O professor Luiz Fernando mostrou que nós já havíamos estudado toda a parte de hipertexto proposta pela disciplina e que agora iríamos estudar a questão da multimodalidade. Na verdade nós teríamos iniciado dela, mas como houve uma necessidade da turma iniciamos com os estudos do hipertexto.
 
Alguns questionamentos começaram a surgir para que pudéssemos entender o porquê de nós, como professores, não conseguirmos trabalhar a questão da leitura de imagens e multimodalidade em sala de aula. O professor a partir de uma abordagem histórica sobre as imagens, a criação dos jornais e a prensa de Gutemberg enfatizou a presença da imagem ao longo da história e nos questionou dizendo que a presença das imagens foi ficando cada vez mais forte em nosso cotidiano, no entanto não se foi trabalhando nas escolas nesta mesma proporção. Ou seja, nós não sabemos ler imagens. Não fomos ensinados. Por isso, hoje com nosso alunos temos tanta dificuldade de abordar esse assunto tão presente, mas pouco discutido e pensado.
 
Agora, precisamos primeiro romper com esse contato superficial e começar a trabalhar a imagem para trabalhar com nossos alunos de forma natural.
 
 

quinta-feira, 16 de julho de 2015

Apresentação CAIITE 2015

Tive a honra de participar do Caiite 2015 na mesa redonda coordenada pela minha orientadora Profa Dra. Maria Francisca Santos Oliveira e também ao lado dos colegas Eduardo Pantaleão, Nildo Barbosa e Josimar Gomes. Após as fotos um resumo estendido sobre o tema que apresentei.










 
 
 

 

ANÁLISE RETÓRICO-CRÍTICA DO GÊNERO DISCURSIVO “TIRA JORNALÍSTICA” NO JORNALISMO IMPRESSO
 Arly Tenório Rijo da Silva Lopes de Freitas
 
INTRODUÇÃO
Este projeto, intitulado Análise retórico-crítica do gênero discursivo “tira jornalística” no jornalismo impresso, procura mostrar a importância desse gênero no âmbito da ciência jornalística sob a orientação da Profa. Dra. Maria Francisca Oliveira Santos. Tem como fundamentação teórica Marcuschi (2002), Melo (2003), Breton (1999), dentre outros autores. A relevância do trabalho se instaura no fato de ser o pioneiro no estudo da tira jornalística dentro da perspectiva adotada, o que irá contribuir certamente para a divulgação do conhecimento na comunidade científica.
 
DESENVOLVIMENTO
Os gêneros midiáticos de caráter impresso, segundo Melo (2003), têm a seguinte divisão: editorial, comentário, artigo, resenha ou crítica, coluna, crônica, caricatura e carta. A tira jornalística está incluída na caricatura e é o objeto teórico deste projeto que vislumbra verificar sua organização interna, bem como os fatores sociais e discursivos a ela agregados.
 A metodologia adotada neste trabalho se impõe a partir da linha teórica seguida, que tem como base os postulados da Análise Crítica do Discurso, da Linguística Textual e das Teorias do Jornalismo. Assim, temos uma pesquisa de cunho qualitativo. O corpus será constituído por jornais de circulação local (Maceió-Alagoas) de onde será retirado o gênero que irá constituir objeto de análise da pesquisa.
CONCLUSÃO
A partir da pesquisa efetivada, constatou-se que a tira jornalística é um gênero opinativo impresso. A tira presenta uma relação íntima com a sociedade e com seus mais diversos aspectos. Sua veiculação começou nos jornais e isso contribui para o caráter opinativo e crítico que ela adquiriu bem como a liberdade de expressão diante dos problemas emergentes.
A tira possui uma identificação não só com o público letrado, mas com os iletrados por possuir imagens. Essa identidade vem não só do seu alcance que é maior do que os outros gêneros, mas também de a tira imitar as ações cotidianas fazendo com que seu leitor nelas se identifique. Por essa liberdade e identificação, torna-se mais fácil veicular argumentos, juízos de valor e críticas que aparecem comumente no gênero enfocado tira jornalística.
 
REFERÊNCIAS
BRETON, Philippe. A argumentação na comunicação. [trad. Viviane Ribeiro]. Bauru: SP : EDUSC, 1999.
 MARCUSCHI, L. A. Gêneros textuais: definição e funcionalidade. In. DIONÍSIO et aliae (orgs.), Gêneros textuais e ensino. Rio de Janeiro: Lucema, 2002. 
 MARCUSCHI, L. A. Gêneros textuais: configuração, dinamicidade e circulação. In. Karwoski, A.M. et al. Gêneros textuais; reflexões e ensino. Palmas e União do Vitória, PR: Kaygangue, 2005. 
 MELO, José Marques de. Jornalismo opinativo e gêneros opinativos brasileiros. 3ed. Campos do Jordão: Mantiqueira, 2003. 
 REBOUL, Oliver. Introdução à retórica. [tradução Ivone Castilho Benedetti]. São Paulo: Martins Fontes, 2000. 
 SILVEIRA, Maria Inez Matoso. Estudo sócio-retórico do ofício- gênero textual da correspondência oficial e empresarial. Tese de Doutorado, PPG Letras e Linguística, UFPE, 2002.
 

Aula 27/05/15



As alunas Flávia e Niedja apresentaram o texto “Analysing the rhetoric of digital genres”. O texto abordou o marketing, venda de um produto, argumentação e se enquadrou nas concepções sociorretóricas. As colegas mostraram perfis de sites de venda de franquia, cartas adolescentes pedindo conselhos, perfis masculinos e  propaganda de livro.


Na mesma aula, a equipe coerente formada por Dayanne, João Vitor e Juliana apresentaram suas considerações sobre o texto “Gêneros textuais no contexto digital e educacional”. A equipe criticou os autores do texto pela falta de uma sequência lógica, concepções controversas e uma série de problemas no decorrer da leitura.


A minha equipe denominada “Intertextualidade” composta por mim, Aléssia e Alcilene, também apresentou neste dia. Falamos sobre o texto “Gêneros Digitais: as TIC como possibilidades para o ensino de Língua Portuguesa”. 

Seguem os slides da nossa apresentação.