Tive a honra de participar do Caiite 2015 na mesa redonda coordenada pela minha orientadora Profa Dra. Maria Francisca Santos Oliveira e também ao lado dos colegas Eduardo Pantaleão, Nildo Barbosa e Josimar Gomes. Após as fotos um resumo estendido sobre o tema que apresentei.
ANÁLISE RETÓRICO-CRÍTICA DO GÊNERO DISCURSIVO “TIRA
JORNALÍSTICA” NO JORNALISMO IMPRESSO
INTRODUÇÃO
Este projeto, intitulado Análise
retórico-crítica do gênero discursivo “tira jornalística” no jornalismo
impresso, procura mostrar a importância desse gênero no âmbito da ciência
jornalística sob a orientação da Profa. Dra. Maria Francisca Oliveira Santos.
Tem como fundamentação teórica Marcuschi (2002), Melo (2003), Breton (1999),
dentre outros autores. A
relevância do trabalho se instaura no fato de ser o pioneiro no estudo da tira jornalística dentro da
perspectiva adotada, o que irá contribuir certamente para a divulgação do
conhecimento na comunidade científica.
DESENVOLVIMENTO
Os gêneros midiáticos de caráter impresso,
segundo Melo (2003), têm a seguinte divisão: editorial, comentário, artigo,
resenha ou crítica, coluna, crônica, caricatura e carta. A tira jornalística
está incluída na caricatura e é o objeto teórico deste projeto que vislumbra
verificar sua organização interna, bem como os fatores sociais e discursivos a
ela agregados.
A metodologia adotada neste
trabalho se impõe a partir da linha teórica seguida, que tem como base os
postulados da Análise Crítica do Discurso, da Linguística Textual e das Teorias
do Jornalismo. Assim, temos uma pesquisa de cunho qualitativo. O corpus será
constituído por jornais de circulação local (Maceió-Alagoas) de onde será
retirado o gênero que irá constituir objeto de análise da pesquisa.
CONCLUSÃO
A partir da pesquisa efetivada, constatou-se que a tira
jornalística é um gênero opinativo impresso. A tira presenta uma relação íntima
com a sociedade e com seus mais diversos aspectos. Sua veiculação começou nos
jornais e isso contribui para o caráter opinativo e crítico que ela adquiriu
bem como a liberdade de expressão diante dos problemas emergentes.
A tira possui uma identificação não só com o público letrado,
mas com os iletrados por possuir imagens. Essa identidade vem não só do seu
alcance que é maior do que os outros gêneros, mas também de a tira imitar as
ações cotidianas fazendo com que seu leitor nelas se identifique. Por essa
liberdade e identificação, torna-se mais fácil veicular argumentos, juízos de
valor e críticas que aparecem comumente no gênero enfocado tira jornalística.
REFERÊNCIAS
BRETON,
Philippe. A argumentação na comunicação. [trad. Viviane Ribeiro]. Bauru:
SP : EDUSC, 1999.
MELO, José
Marques de. Jornalismo opinativo e gêneros opinativos brasileiros. 3ed.
Campos do Jordão: Mantiqueira, 2003.
REBOUL,
Oliver. Introdução à retórica. [tradução Ivone Castilho Benedetti]. São
Paulo: Martins Fontes, 2000.
SILVEIRA,
Maria Inez Matoso. Estudo sócio-retórico do ofício- gênero textual da correspondência oficial e
empresarial. Tese de Doutorado, PPG Letras e Linguística, UFPE, 2002.