quinta-feira, 16 de julho de 2015

Apresentação CAIITE 2015

Tive a honra de participar do Caiite 2015 na mesa redonda coordenada pela minha orientadora Profa Dra. Maria Francisca Santos Oliveira e também ao lado dos colegas Eduardo Pantaleão, Nildo Barbosa e Josimar Gomes. Após as fotos um resumo estendido sobre o tema que apresentei.










 
 
 

 

ANÁLISE RETÓRICO-CRÍTICA DO GÊNERO DISCURSIVO “TIRA JORNALÍSTICA” NO JORNALISMO IMPRESSO
 Arly Tenório Rijo da Silva Lopes de Freitas
 
INTRODUÇÃO
Este projeto, intitulado Análise retórico-crítica do gênero discursivo “tira jornalística” no jornalismo impresso, procura mostrar a importância desse gênero no âmbito da ciência jornalística sob a orientação da Profa. Dra. Maria Francisca Oliveira Santos. Tem como fundamentação teórica Marcuschi (2002), Melo (2003), Breton (1999), dentre outros autores. A relevância do trabalho se instaura no fato de ser o pioneiro no estudo da tira jornalística dentro da perspectiva adotada, o que irá contribuir certamente para a divulgação do conhecimento na comunidade científica.
 
DESENVOLVIMENTO
Os gêneros midiáticos de caráter impresso, segundo Melo (2003), têm a seguinte divisão: editorial, comentário, artigo, resenha ou crítica, coluna, crônica, caricatura e carta. A tira jornalística está incluída na caricatura e é o objeto teórico deste projeto que vislumbra verificar sua organização interna, bem como os fatores sociais e discursivos a ela agregados.
 A metodologia adotada neste trabalho se impõe a partir da linha teórica seguida, que tem como base os postulados da Análise Crítica do Discurso, da Linguística Textual e das Teorias do Jornalismo. Assim, temos uma pesquisa de cunho qualitativo. O corpus será constituído por jornais de circulação local (Maceió-Alagoas) de onde será retirado o gênero que irá constituir objeto de análise da pesquisa.
CONCLUSÃO
A partir da pesquisa efetivada, constatou-se que a tira jornalística é um gênero opinativo impresso. A tira presenta uma relação íntima com a sociedade e com seus mais diversos aspectos. Sua veiculação começou nos jornais e isso contribui para o caráter opinativo e crítico que ela adquiriu bem como a liberdade de expressão diante dos problemas emergentes.
A tira possui uma identificação não só com o público letrado, mas com os iletrados por possuir imagens. Essa identidade vem não só do seu alcance que é maior do que os outros gêneros, mas também de a tira imitar as ações cotidianas fazendo com que seu leitor nelas se identifique. Por essa liberdade e identificação, torna-se mais fácil veicular argumentos, juízos de valor e críticas que aparecem comumente no gênero enfocado tira jornalística.
 
REFERÊNCIAS
BRETON, Philippe. A argumentação na comunicação. [trad. Viviane Ribeiro]. Bauru: SP : EDUSC, 1999.
 MARCUSCHI, L. A. Gêneros textuais: definição e funcionalidade. In. DIONÍSIO et aliae (orgs.), Gêneros textuais e ensino. Rio de Janeiro: Lucema, 2002. 
 MARCUSCHI, L. A. Gêneros textuais: configuração, dinamicidade e circulação. In. Karwoski, A.M. et al. Gêneros textuais; reflexões e ensino. Palmas e União do Vitória, PR: Kaygangue, 2005. 
 MELO, José Marques de. Jornalismo opinativo e gêneros opinativos brasileiros. 3ed. Campos do Jordão: Mantiqueira, 2003. 
 REBOUL, Oliver. Introdução à retórica. [tradução Ivone Castilho Benedetti]. São Paulo: Martins Fontes, 2000. 
 SILVEIRA, Maria Inez Matoso. Estudo sócio-retórico do ofício- gênero textual da correspondência oficial e empresarial. Tese de Doutorado, PPG Letras e Linguística, UFPE, 2002.
 

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